Autoestima e a ditadura da beleza

Magra, alta, loira, morena, cabelos lisos, pele tratada, aquela beleza inigualável, esses são alguns princípios impostos pela ditadura da beleza, que na verdade não passa de uma fantasia midiática para o consumismo abundante.
Infelizmente, essa falsa ilusão de alcançar a perfeição é capaz de enlouquecer o mundo feminino e muitas encontram-se dispostas a fazer de tudo para se encaixar no “padrão”. Tomam remédio sem acompanhamento médico, praticam exercícios em excesso levando a exaustão física, fazem regimes absurdos, deixam de comer e tudo isso pode desenvolver doenças como anorexia, bulimia e até evoluir para um problema psicológico gravíssimo como a depressão, nesse caso provocada pela baixa autoestima, aumento da ansiedade e consumismo. É esse o padrão de beleza que você quer? Ser refém de si mesma para alcançar uma vaidade imposta?
O corpo ideal é aquele que você tem, claro que esbanjando saúde. Então, não se engane com essa pressão da sociedade, se pretende fazer dieta para o bem da sua vitalidade procure um médico, pois ele orientará qual caminho seguir para longevidade.
Segundo uma a pesquisa realizada pela marca Dove, apenas 4% das mulheres se definem como belas, isso revela a falta de autoestima. Outra pesquisa realizada pela psicanalista Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, revelou que sete em cada dez mulheres brasileiras sentem pressão para ser bonita, 66% delas concordam que existe um padrão de beleza e, mais do que isso, 73% entendem que as mulheres belas têm mais oportunidades na vida.
Apesar dos números, reparem que essa estatística caminha para uma grande mudança, pois já começamos a ver que o paradigma está quebrando-se aos poucos, tanto que as mulheres consideradas fora do “padrão estético” estão predominando no mundo da música, das novelas, dos comerciais, passarelas, protagonizando filmes, séries, atuando em telejornais, enfim, o caminho está aberto para que essa transformação da ditadura da beleza seja modificada.
Esta é uma oportunidade para você abrir os olhos e ver que não importa o corpo que tem, o que vale mesmo é ser feliz. Nada de ficar obcecada pelas barrigas tanquinhos. Coma com moderação, pratique atividade física regularmente, divirta-se e nunca confunda boa saúde com corpo perfeito. Comemore a vida e o que Deus lhe proporciona de melhor.


Sugestão do tema: José Carlos 

Comentários

  1. Parabéns pelo artigo! De maneira clara e objetiva você expôs bem o tema. Vale lembrar que ao longo da história o padrão de beleza se alterou e continua alterando. Num passado não tão distante as mulheres “gordinhas” é que estavam em alta. A meu ver o que vale mesmo é estar bem consigo mesmo e ter saúde.

    ResponderExcluir

Postar um comentário