Democracia, será?


Será mesmo que vivemos em um país democrático? Já parou para pensar se você pode falar tudo o que deseja, agir como gostaria ou ter liberdade para citar abertamente e mostrar com provas concretas os corruptos que perambulam pelo nosso país, sem que seja ameaçado?
O caso da Marielle falado durante semanas e que chocou o mundo não é porque ela era negra, nascida na favela, entre outros atributos, o problema dela é que ela falava, denunciava, alertava as pessoas e pagou o preço, foi executada por exercer a democracia. Isso para mim é um atentado contra a nossa liberdade de expressão. Ditadura! Parece mais o retorno a essa lamentável realidade vivida entre 1964 a 1985.
Retorno esse que é congratulado por muitos brasileiros que não tem a noção do que é viver mais calados do que já tentam fazer. Você, leitor, pode achar que estou indo longe demais com essa comparação, mas, pense, leia, avalie em sua volta o que está acontecendo em nosso país. O Rio de Janeiro está sendo o modelo para que uma militância aconteça e está mais do que comprovado que intervenção militar não resulta em nada a não ser um passo para um possível início do militarismo.
E o país democrático intitulado pelo governo? Estamos com pouco mais de 30 anos tentando entender o que é democracia, patinando e não saindo do lugar, afinal o conceito dessa palavra é bem diferente daquilo que vivenciamos.
Enquanto isso, a Noruega considerada o país mais democrático, vive a igualdade social, ninguém é muito mais rico do que o outro por exercer um cargo mais ou menos importante. Em seguida vem a Suécia, Islândia, Dinamarca e o Brasil aparece em 49ª colocação entre 167 nações, as chamadas “democracias imperfeitas ou falhas”, segundo o índice de democracia elaborado pela Economist Intelligence Unit..
Por isso, bato e rebato no quesito educação. Você sabia que na Coreia do Sul o sonho dos pais é que seus filhos se tornem professores de escolas públicas? Pois é, lá eles são respeitadíssimos e valorizam a arte de aprender, tanto que em 2009, segundo o Banco Mundial, os coreanos investiram 5% do PIB, ou seja, US$ 47,1 bilhões, principalmente na formação dos professores, no investimento em material de apoio, na melhoria da estrutura e funcionamento das escolas, tudo isso combinado com a cultura asiática de disciplina e valorização do ensino.
Agora, em um país que investir em mais penitenciárias, no forte armamento para a segurança e esquecer do primordial é lamentável. A nossa cultura precisa ser revista, precisamos reaprender que a nossa base (educação) está cada vez mais escassa.

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